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Wednesday, August 09, 2006

Amsterdão em 48 horas


Amsterdão é na realidade uma cidade muito diferente do que eu imaginava. Alguns estereotipos sobreviveram (coffesshops em cada esquina, turistas bêbados /drogados também), mas Amsterdão é muito mais do que isso. É uma cidade linda, civilizada, idolatrada pelos seus habitantes. É uma cidade onde é extraordinariamente fácil uma pessoa se perder, mesmo quando se tem o meu sentido de orientacao (não aceito discussão em relacão a este assunto: o meu sentido de orientacão é óptimo). Os canais que curvam sem nos darmos conta, o facto de todas as ruas serem igualmente agradáveis, e as casas igualmente magníficas, e igualmente de tijolinho vermelho, fazem com que rapidamente uma pessoa não saiba onde está. E isso é muito bom (principalmente para alguém com o meu sentido de orientacão, que raramente está perdida...).
Quanto ao Red Light District, é uma pequena desilusão. Na verdade, não passa de algumas ruas, e está tão repleto de turista que perde grande parte da sordidez que o tornaria interessante. Mesmo assim, ainda vi alguns negócios a serem discutidos... O Melhor do Red Light District é a Oude Kurke, uma igreja monumental mesmo no centro do bairro. Uma pessoa até imagina alguém a tocar orgão para as prostitutas a meio da noite, tentando salvar pelo menos uma alma. (ok, talvez tenha acabado de ler um livro do John Irving, chamado "until I find you", onde a personagem principal é um organista que por acaso toca na Oude Kurke, a tentar convencer alguma das meninas a juntar-se ao seu rebanho...)
Mas acho que até me saí bem:
- dancei num bar gay
- percorri 8 km de canais
- fui a uma coffeeshop
- fui ao Van Gogh Museum
- vi o pouco que está em exibicão do acervo do Reijksmuseum
- e, ponto alto do abuso turístico, um tour de bateau moche pelos canais
Nada mau para quarenta e oito horas...

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