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Monday, September 04, 2006

Festa de Despedida, sniff sniff... (25/08/06)



A última festa, sniff sniff... É difícil acreditar que já passou um mes, e que só passou um mes. Depois de uns diazinhos de adaptacao, Groningen já me parecia a minha casa, com direito a amigos, rotinas, café favorito, etc. Como em Erasmus, tive a sorte de encontrar pessoas bastantes diferentes de mim, mas com quem me dei bastante bem. E agora, tenho que me despedir desta minha família improvisada, sem saber quando é que nos voltamos a ver. Já tenho saudades das piadas do Christian, das tortillas do Ori, da animacao do Eduardo, do silencio da Zoe, dos sapatos da Handan, e até dos atrasos da Helena... Quem sabe, pode ser que a idéia das férias de Inverno na Austria ande pra frente. Bem, que seja eterno enquanto dure (ou eterno enquanto duro, de acordo com o nível de embriaguez do Vinicius de Moraes...)
Apesar de tudo, a minha festa de despedida foi bastante animada, com direito a todos os contratempos que tinhamos conseguido evitar até entao (eu sempre disse: Murphy nao perdoa!): a Helen caiu das escadas abaixo, e entornaram vinho em todas as superficies possíveis da sala, sofá, chao, almofadas... Mas tudo acabou bem, nada que um saco de gelo, umas almofadas novas (uma melhoria em relacao as que lá estavam, se querem a minha opiniao) e um Gurosan pela manha nao resolvesem...

O meu último dia no UMCG (24/08/06)


Hoje foi o meu último dia no Hospital. Apesar de só ter feito 3 semanas completas de estágio, consegui que o Prof Mooij me assinasse o certificado. O grande objectivo de obter o certificado hoje era poder fazer a minha festa de despedida esta noite e nao ter que me levantar cedo amanha. Hehehehe...
No entanto, já estou com saudades do hospital. Da organizacao, do café de borla, até das consultas intermináveis em holandes. Apesar de no servico de Neurocirurgia nao serem muito pedagógicos (excepto o meu querido Prof Stall, que estava disposto até a explicar-me o mecanismo de abertura da porta), acabei por aprender bastante, e sem me dar conta ou me esforcar por isso. Nas consultas, como nao percebia nada da conversa, acabei por me esforcar mais por observar o paciente, os gestos, a expressao facial (nao como um esforco consciente, mas apenas como forma de nao morrer de aborrecimento), e descobri que no final conseguia perceber mais ou menos qual era o problema. Pode ser que esta minha new found ability me sirva para alguma coisa no hospital no próximo ano.